segunda-feira, 11 de junho de 2012

Gestão 1


AD2 - GESTÃO 1
ALUNA: ANITA DE FÁTIMA DE OLIVEIRA COELHO
MATRÍCULA: 11116080127

QUESTÃO 1)
A) Conselhos Escolares são órgãos colegiados que debatem, acompanham e deliberam sobre questões político-pedagógicas, administrativas e financeiras das escolas. São formados por representantes da comunidade escolar e local, tendo o diretor escolar como membro nato, com responsabilidade compartilhada de gestão da escola, gerando uma nova forma de administração onde as decisões são integradas e coletivas.
As atribuições do conselho escolar dependem do regimento comum da rede de ensino e/ou unidade escolar. Porém, no processo de luta pela democratização da gestão, preconiza-se que a escola tenha autonomia para elaborar seu próprio regimento, observando as determinações de ordem mais geral do regimento da rede. De modo amplo, as suas atribuições são, entre outras: elaborar seu Regimento Interno; convocar assembléias gerais da comunidade escolar; garantir a participação de todos na definição do projeto político-pedagógico da escola; promover relações pedagógicas que favoreçam o respeito ao saber do estudante e valorizem a cultura da comunidade local; participar da elaboração do calendário escolar; acompanhar a evolução dos indicadores educacionais (abandono escolar, aprovação, aprendizagem, entre outros); fiscalizar a gestão administrativa, pedagógica e financeira da unidade escolar; promover relações de cooperação e intercâmbio com outros Conselhos Escolares.
O Conselho Escolar mobiliza, opina, decide e acompanha a vida pedagógica, administrativa e financeira da Escola, desempenhando as seguintes funções:
• Função normativa: orienta e disciplina ações e procedimentos do cotidiano escolar, por meio de normas, diretrizes e indicações de possibilidades sobre atitudes e comportamentos da/na comunidade escolar;
• Função consultiva: aconselha e emite opiniões sobre questões, assuntos e problemas relacionados à escola. Assessora e encaminha as questões levadas pelos diversos segmentos da escola e apresenta sugestões de soluções, que poderão ou não ser acatadas pela unidade escolar;
• Função deliberativa: examina as situações apresentadas ao Conselho Escolar com vista a uma decisão; aprova proposições, encaminhamentos e prestação de conta;
• Função fiscalizadora: acompanha, supervisiona, monitora e avalia o cumprimento das normas da escola e a qualidade social do cotidiano escolar;
• Função mobilizadora: promove, estimula e articula a participação integrada dos segmentos representativos da escola e da comunidade local.
B) O Conselho Escolar tem papel decisivo na democratização da educação e da escola. Ele é um importante espaço no processo de democratização, na medida em que reúnem diretores, professores, funcionários, estudantes, pais e outros representantes da comunidade para discutir, definir e acompanhar o desenvolvimento do projeto político-pedagógico da escola, que deve ser visto, debatido e analisado dentro do contexto nacional e internacional em que vivemos.
Nesse processo de elaboração do projeto político-pedagógico da escola, compete ao Conselho Escolar debater e tornar claros os objetivos e os valores a ser coletivamente assumidos, definir prioridades, contribuir para a organização do currículo escolar e para a criação de um cotidiano de reuniões de estudo e reflexão contínuas, que inclua, principalmente, a avaliação do trabalho escolar
Por meio desse processo, combate-se a improvisação e as práticas cotidianas que se mostram incompatíveis com os objetivos e as prioridades definidos e com a qualidade social da educação que se pretende alcançar.
QUESTÃO 2)
A gestão participativa caracteriza-se por uma força de atuação consciente, pela qual os membros da escola reconhecem e assumem seu poder de influenciar na determinação da dinâmica da unidade escolar, de sua cultura e de seus resultados.
Para a sociedade, a escola é importante na preparação de indivíduos cidadãos que tenham melhor capacidade produtiva. Por esse motivo, a escola passa a demandar agilidade dos gestores de modo que possa atender às solicitações da sociedade. Existe na desejada autonomia escolar um grande potencial criativo que tem sido pouco exercitado, já que nossa experiência de gestão ainda prima pelas decisões centralizadas e tradicionais.
Tanto a legislação quanto as políticas públicas levam a uma maior participação da sociedade como um todo nas decisões e na condução dos trabalhos sociais, trazendo inclusive maior possibilidade de colaborar na gestão de recursos. Entretanto, sabemos por experiência que poucos gestores escolares exercem a liderança de forma democrática e participativa, e autonomia ainda é uma palavra distante para muitos educadores, embora legislada na Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 9.394/96.
A prática de indicação política de diretores escolares perde o lugar para uma maior participação da comunidade na eleição de diretores e na gestão das práticas intraescolares, como a criação de conselhos escolares com autonomia para tomar algumas decisões. Também é estimulada a participação de pais e de lideranças comunitários, o que ativa a relação escola-comunidade. Discute-se a importância da formação de gestores que entendam e incentivem a participação das comunidades escolar e local nas decisões que envolvam a todos.
Desde o Manifesto dos Pioneiros da Educação de 1932, já temos clara a preocupação com a democratização da escola e com a necessidade de participação coletiva na construção de uma escola moderna e de uma sociedade mais justa.
A qualidade da educação não decorre apenas de valorização do material humano ou de questões meramente técnicas; pode haver por parte dos gestores dos sistemas de ensino um desejo de reduzir gastos e alocar poucos recursos no desenvolvimento dos processos educacionais, principalmente na adoção de um modelo mais democrático de gestão administrativa nas escolas, o que implica investir em pessoal e em recursos materiais.
Os incentivos políticos e institucionais à participação das comunidades escolar e local têm sido poucos e ineficientes na construção da autonomia escolar. A descentralização e a democratização da administração de escolas públicas são perseguidas teoricamente, mas com poucos resultados significativos e permanentes.
No mundo ocidental há dois momentos importantes para o desenvolvimento do planejamento. O primeiro é logo após a Segunda Guerra Mundial. O segundo surto é na década de 80 como concepções e nestes anos 90 como realização, quando a crise econômica e a necessidade de sobrevivência superam a resistência que se havia desenvolvido contra o planejamento. Nesta segunda explosão, o planejamento é tecnicamente mais maduro, supera filosofias, conceitos, instrumentos, técnicas, processos e modelos anteriores.
Para responder tais indagações surgem três tendências: Gerenciamento de Qualidade Total, Planejamento Estratégico e Planejamento Participativo.
Cada uma delas incorpora as três ideias que são fundamentais no planejamento de nosso tempo: participação, qualidade e missão.
Dentro da nossa realidade educacional centrada no princípio da Gestão democrática, optamos pelo modelo do planejamento participativo na construção do Projeto Político Pedagógico- PPP.
Na construção do PPP, o que se visa não é gerar riquezas materiais, mas sim contribuir para a construção do humano e da humanidade. Logo a utilização do planejamento participativo como ferramenta com abrangência social não pode ignorar os três momentos cruciais de qualquer planejamento: compreensão, diagnóstico e a decisão do que se vai fazer.
O Planejamento Participativo pretende ser mais do que uma ferramenta para a Administração, visa à construção da sociedade; neste sentido, inclui como sua tarefa contribuir para a construção de novos horizontes, entre os quais estão, necessariamente, valores que constituirão a sociedade.
O Planejamento Participativo chama o primeiro momento de Marco Referencial, dando-lhe uma importância extraordinária porque nele inclui uma dimensão política, ideológica, de opção coletiva, e divide-o em três partes, para: – a) compreender a realidade global na qual se insere a instituição planejada (marco situacional); – b) propor um projeto político-social de ser humano e de sociedade (marco doutrinal); – c) firmar um processo técnico ideal para contribuir com a construção deste ser humano e desta sociedade (marco operativo). Para o Planejamento Participativo. O diagnóstico (segundo momento) é a intermediação entre a proposta ideal, do sonho, e a proposta de prática. No Planejamento Participativo, o plano não começa com um diagnóstico, mas com um referencial.
Em alguns pontos o Planejamento Participativo se distingue das demais correntes:
a) Ele foi desenvolvido para instituições, grupos e movimentos que não têm como primeira tarefa ou missão aumentar o lucro, competir e sobreviver, mas contribuir para a construção da realidade social.
b) Ele parte da verificação de que não existe participação real em nossas sociedades, isto é, de que há pessoas e grupos dentro delas que não podem dispor dos recursos necessários ao seu mínimo bem-estar.
c) Propõe-se, por isto, como ferramenta para que as instituições, grupos e movimentos que para isto existirem, e, obviamente, para os governos e seus órgãos, porque para isto existem, possam ter uma ação e um ser direcionados a influir na construção externa da realidade.
d) Como consequência, constrói um conjunto de conceitos, de modelos, de técnicas e de instrumentos que permitam utilizar processos científicos e ideológicos e organizar a participação para intervir na realidade, na direção conjuntamente estabelecida.
É mais eficiente pensar o planejar como um processo de três faces, completamente interligadas e concomitantes, embora com momentos fortes para cada uma delas: avaliação, execução, elaboração.
Os planos de uma escola ou sindicato devem seguir os mesmos enfoques dos planos de uma fábrica ou, quando muito, de uma prestadora de serviços. Embora, enquanto delas se fala, se distinga o público do privado, se façam exigências maiores quanto à lisura do uso de recursos, quase sempre estas entidades são remetidas, para efeitos de ferramenta de planejamento, aos mesmos modelos, técnicas e instrumentos que são oferecidos às empresas cujo primeiro fim é o lucro.
O Planejamento Participativo quer contribuir para a transformação da sociedade na linha da justiça social, no sentido de que todos participem das decisões, mas, sobretudo, dos bens materiais e não materiais encontrados na natureza ou produzidos pelas pessoas humanas.
No Planejamento Participativo, o plano não começa com um diagnóstico, mas com um referencial. O Gerenciamento da Qualidade Total segue a tradição do planejamento que começa com um diagnóstico porque o referencial já está dado e não precisa ser definido; isto leva a dois desastres muito grandes quando se passa esta proposta de planejamento para as instituições sociais: confunde-se diagnóstico com o levantamento de problemas – isto no Planejamento Participativo é o Marco Situacional – ou pensa-se que se fez um diagnóstico quando se levantam dados – isto no Planejamento Participativo é a descrição da realidade e da prática. O Planejamento Estratégico fica numa situação intermediária porque a ideia de “missão” o leva a uma definição de horizontes, mas de modo limitado ao “negócio” da empresa e o diagnóstico coloca-se na perspectiva de levantar as ameaças e as oportunidades que são apresentadas pelo meio.
– A proposta de nova prática, aquilo que quase todos os teóricos chamam de programação, tem, para o Planejamento Participativo, uma dupla dimensão: propõem-se mudanças no fazer e mudanças no ser. É fazendo novas coisas e sendo diferente que se transforma a realidade existente; esta maneira de organizar a programação, derivando desta premissa as quatro categorias de propostas (ações, rotinas, atitudes e regras) fez aumentar a clareza, a precisão, permitindo mais força na intervenção sobre a realidade.

Finalizando:
O planejamento Participativo é uma atividade consciente de previsão das ações docentes fundamentadas em opções político-pedagógicas, e tem como referência, permanente situações didáticas concretas, as quais envolvem a escola, os professores, os alunos, os pais e a comunidade que integram o processo de ensino. O planejamento participativo é uma nova maneira de decidir e agir em conjunto diante de um difícil momento em que se encontra educação brasileira. O planejamento educacional é crucial no sentido de atingir os verdadeiros propósitos da educação do cidadão, primeiramente, o planejamento busca direcionar a educação considerando o contexto nacional, regional, local e comunitário em que o indivíduo está inserido, buscando sempre uma educação que pelo processo dinâmico possa ser criadora e libertadora do homem.

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