Aula
5 - Para que se estabeleça a relação entre a qualidade e a participação no
ensino é necessário sair da esfera da competência, para a esfera participativa,
que inclui os gestores, pais, alunos e funcionários da escola.
A
autonomia da escola tem seu potencial criativo pouco exercitado devido as
decisões centralizadas e tradicionais.
A
Constituição Federal de 1988, em seu artigo 205, afirma que a educação deve ser
promovida e incentivada com a colaboração da sociedade. E reafirma no artigo
206 a gestão democrática como princípio orientador do ensino público.
Art. 17 da LDB, afirma que “Os sistemas de
ensino assegurarão às unidades de ensino públicas de educação básica que os
integram progressivos graus de autonomia pedagógica e administrativa e de
gestão financeira, observados as normas gerais de direito financeiro publico”.
Art. 14 da LDB, afirma que os sistemas de
ensino definirão as normas da democracia do ensino public na educação básica de
acordo com as suas peculiaridades, conforme os seguintes principios:
I – participação dos profissionais da
educação na elaboração do projeto pedagógico da escola;
II – participação das comunidades
escolar e local em conselhos escolares ou equivalentes.
A participação no processo educacional é condição essencial
para uma vivência democrática, e para o exercício pleno da autonomia, o que
impõe desafios constantes para todos, muitas vezes tornando a desejada
participação um objetivo difícil de ser alcançado. Esses desafios são tão
grandes e tão constantes que, por vezes, a almejada participação torna-se mera utopia.
Desde o Manifesto dos
Pioneiros da Educação de 1932, já temos clara a preocupação com a
democratização da escola e com a necessidade de participação coletiva na
construção de uma escola moderna e de uma sociedade mais justa.
Mousquer, Pereira e Huber (1998), referindo-se à autonomia
da escola, afirmam ser esta uma conquista contínua. Para os autores, no cotidiano
das escolas não há incentivos para o exercício da autonomia nem para processos
de gestão democrática. Com isso, não há o desenvolvimento de líderes autônomos
e a desejada autonomia não passa de heteronomia.
Utopia
Segundo o Dicionário Houaiss, podemos definir utopia
como: 1. Qualquer descrição imaginativa de uma sociedade ideal, fundamentada
em leis justas e em instituições político-econômicas verdadeiramente
comprometidas com o bem-estar da coletividade; projeto de natureza
irrealizável, idéia generosa, porém impraticável, quimera, fantasia (HOUAISS,
2001).
Heteronomia
Sujeição a uma lei exterior ou à vontade de outrem; ausência
de autonomia. 2. Segundo Kant, sujeição da vontade humana a impulsos passionais,
inclinações afetivas ou quaisquer outras determinações que não pertençam ao
âmbito da legislação estabelecida pela.
Concluindo, podemos afirmar que qualquer proposta inovadora
referente a políticas educacionais somente terá êxito se o gestor e os membros
internos da escola estiverem efetivamente envolvidos no processo. Em se
tratando de uma instituição como a escola, locus privilegiado de
formação humana, a busca pela democracia pressupõe tarefas como desenvolver nos
educandos uma cultura participativa, valores éticos de solidariedade e atitudes
coletivas na resolução dos problemas.
É necessário aliar
qualidade educacional com qualidade social, como recomenda Gentili (1998).
Tendo no centro do processo a preocupação com o ser humano e o desenvolvimento
de uma sociedade mais igualitária, composta de sujeitos autoconfiantes e
felizes, o futuro da educação será mais profícuo.
Conclusão
Falamos de mudanças necessárias, que envolvem pessoas
comprometidas com a instituição e competentes técnica e cientificamente. O
exercício da autonomia e do planejamento participativo na escola exige mudança
de comportamento e comunicação clara e aberta entre todos os componentes das
comunidades escolar e local. Gestores educacionais do sistema e das escolas
precisam desenvolver habilidades em planejamento, identificação e resolução de
problemas, de modo participativo, em gestão financeira, em liderança
democrática, currículo e relações interpessoais.
As escolas públicas devem planejar, a partir de sua
realidade, integrando questões administrativas e financeiras com currículo e
demais preocupações político-pedagógicas. É necessário, mas não é suficiente,
que a legislação vigente permita a prática da gestão participativa e da
autonomia. A escola e sua equipe devem estar preparadas para ocupar esse espaço
com compromisso, competência humana, teórica, técnica e política. A
consolidação de uma gestão escolar de cunho democrático-participativo requer
competência cognitiva e afetiva, respaldada na internalização de valores, hábitos,
atitudes e conhecimentos. Para o desenvolvimento de atitudes coletivas é importante
cultivar o espírito de coesão, a partir da formação da equipe escolar, em torno
de objetivos comuns.
Aula 6 - Vivemos, na década de 1990, políticas globalizantes com
relação à importância da consolidação de uma gestão educacional descentralizada
com seu foco voltado para a escola. Para que possamos viver um processo de
corresponsabilidade participativa é importante que a comunidade escolar e a
local compartilhem dessa perspectiva de colaboração, o que em muito amplia a
legitimidade das decisões a serem tomadas no âmbito da escola.
Testemunhamos, na última década, a tentativa de implantação de
órgãos colegiados na escola pública, com várias funções, inclusive zelar pela
qualidade do ensino e pela transparência dos recursos da escola, sob nomes os
mais diversos: Colegiado Escolar, Conselho Escolar, Colegiado Comunitário,
Associações de Pais e Mestres.
Temos observado, também, que há muitos pais com vontade de
participar do Conselho. Estes devem procurar a direção da escola para se
informar sobre as regras e o período para a eleição dos seus membros. Além
disso, os Conselhos também podem fazer reuniões abertas para aqueles que
desejam se envolver.
Um órgão colegiado dentro de uma escola pode se tornar um espaço
de decisões coletivas voltadas para os interesses das comunidades escolar e
local, um instrumento permanente de educação através da participação de seus
membros. A implantação de Colegiados e Conselhos Escolares é exemplo de
iniciativa, quase sempre política, que busca incentivar canais de participação
representativa na escola pública.
Maniqueísmo
É a doutrina que afirmava a existência de um conflito cósmico
entre o reino da luz e o das sombras.
Conselhos Escolares são órgãos colegiados compostos por representantes
das comunidades escolar e local, que têm como atribuição deliberar sobre
questões político-pedagógicas, administrativas, financeiras, no âmbito da
escola. Cabe aos Conselhos, também, analisar as ações a empreender e os meios a
utilizar para o cumprimento das finalidades da escola. Eles representam tanto a
comunidade escolar quanto a local, atuando em conjunto e definindo
caminhos para tomar as deliberações que são de sua responsabilidade.
Representam, assim, um lugar de participação e decisão, um espaço de discussão,
de negociação e encaminhamento das demandas educacionais, possibilitando a
participação social e promovendo a Gestapo democrática. São, enfim, uma
instância de discussão, de acompanhamento e de deliberação, na qual se buskin
incentivar uma cultura democrática, buscando instaurar uma cultura participativa
e cidadã.
Considerando a importância das escolas públicas na construção da
cidadania e na consciência da importância da participação coletiva nos
processos sociais, veremos que os Conselhos Escolares podem ser uma enorme
contribuição para a elaboração e a aplicação dos projetos político-pedagógicos,
já que permitem a definição de rumos e prioridades das escolas numa perspectiva
emancipadora, que realmente considere os interesses e as necessidades da
maioria da sociedade.
Funções dos Conselhos Escolares
Como você já viu anteriormente, os Conselhos Escolares atuam em
diversas áreas, exercendo inúmeras funções, tais como:
a.
Deliberativas: quando decidem sobre o projeto político-pedagógico
e outros assuntos da escola, aprovam encaminhamentos de problemas, garantindo
a elaboração de normas internas e o cumprimento das normas dos sistemas de
ensino, e assim decidem sobre a organização e o funcionamento geral das
escolas, propondo à direção as ações a serem desenvolvidas. Elaboram normas
internas da escola sobre questões referentes ao seu funcionamento nos aspectos
pedagógico, administrativo ou financeiro.
b.
Consultivas: quando têm um caráter de assessoramento, analisando
as questões encaminhadas pelos diversos segmentos da escola e apresentando
sugestões ou soluções, que poderão ou não ser acatadas pelas direções das
unidades escolares.
c.
Fiscais (acompanhamento e avaliação): quando acompanham a
execução das ações pedagógicas, administrativas e financeiras, avaliando e
garantindo o cumprimento das normas das escolas e a qualidade social do
cotidiano escolar.
d.
Mobilizadoras: quando promovem a participação, de forma integrada,
dos segmentos representativos da escola e da comunidade local em diversas
atividades, contribuindo assim para a efetivação da democracia participativa e
para a melhoria da qualidade social da educação.
Devem fazer parte dos
Conselhos Escolares: a direção da escola e a representação dos estudantes, dos
pais ou responsáveis pelos estudantes, dos professores, dos trabalhadores em
educação não docentes e da comunidade local. Como todo órgão colegiado, o Conselho
Escolar toma decisões coletivas. Ele só existe enquanto está reunido. Ninguém
tem autoridade especial fora do colegiado só porque faz parte dele. Contudo, o
diretor atua como coordenador na execução das deliberações do Conselho Escolar
e também como o articulador das ações de todos os segmentos, visando à
efetivação do projeto pedagógico na construção do trabalho educativo. Ele
poderá – ou não – ser o próprio presidente do Conselho Escolar, a critério de
cada Conselho, conforme estabelecido pelo Regimento Interno.
A primeira atribuição dos Conselhos Escolares deverá ser a
elaboração do Regimento Interno do próprio Conselho Escolar, que define ações
importantes, como: calendário de reuniões, escolha e substituição de
conselheiros, condições de participação do suplente, processos de tomada de
decisões.
Num segundo momento, deve-se partir para a elaboração, discussão
e aprovação do projeto político-pedagógico da escola. No caso de escolas em que
este já existe, cabe ao Conselho Escolar avaliá-lo, propor alterações se for o
caso, e implementá-lo.
Em ambos os casos, o Conselho Escolar tem um importante papel no
debate sobre os principais problemas da escola e suas possíveis soluções.
Aspectos positivos da implantação dos Conselhos Escolares
Sendo os Conselhos Escolares, como já dissemos, pedras básicas
para o projeto político-pedagógico, sua efetiva implantação pode trazer as
seguintes vantagens:
– as decisões refletem a pluralidade de interesses e visões que
existem entre os diversos segmentos envolvidos;
– as ações têm um patamar de legitimidade mais elevado; maior
capacidade de fiscalização e controle da sociedade civil sobre a execução da
política educacional;
– maior transparência das decisões tomadas;
– garantia de que as decisões sejam efetivamente coletivas;
- garantia de espaço para todos os segmentos da comunidade
escolar poderem expressar ideias e necessidades, contribuindo para as
discussões dos problemas e a busca de soluções.
Para que haja uma participação efetiva dos conselheiros, é importante:
– escolher bem os representantes;
– permitir a participação dos conselheiros nas decisões, em
igualdade de condições;
– informar com antecedência a pauta da reunião;
– possibilitar que os conselheiros expressem sempre as opiniões,
mesmo se contrárias às do grupo;
– garantir o respeito às decisões tomadas;
– convocar reuniões extraordinárias para assuntos urgentes.
É grande a importância dos Conselhos Escolares para a busca de
transformações no cotidiano escolar, orientadas pelo desejo de construção de
uma sociedade igualitária e justa. Suas atividades são muitas e variadas,
devendo sempre ser referenciadas pelas demandas da comunidade e pela realidade
de cada escola, que deve buscar o exercício da sua autonomia.
De modo geral, podem ser identificadas algumas atribuições dos
Conselhos Escolares: elaborar seu Regimento Interno; convocar assembleias
gerais da comunidade escolar; garantir a participação de todos na definição do
projeto político-pedagógico da escola; promover relações pedagógicas que
favoreçam o respeito ao saber do estudante e valorizem a cultura da comunidade
local; participar da elaboração do calendário escolar; acompanhar a evolução
dos indicadores educacionais (abandono escolar, aprovação, aprendizagem, entre
outros); fiscalizar a gestão administrativa, pedagógica e financeira da unidade
escolar; promover relações de cooperação e intercâmbio com outros Conselhos
Escolares.
No processo de elaboração do projeto político-pedagógico da
escola, compete ao Conselho Escolar debater e tornar claros os objetivos e os
valores a serem coletivamente assumidos, definir prioridades, contribuir para a
organização do currículo escolar e para a criação de um cotidiano de reuniões
de estudo e reflexão contínuas, que inclua a avaliação do trabalho escolar. Por
meio desse processo, combate-se a improvisação e as práticas cotidianas que se
mostram incompatíveis com os objetivos e as prioridades definidos e com a
qualidade social da educação que se pretende alcançar.
Os Conselhos Escolares, ao assumirem a função de estimular e
desencadear uma contínua realização e avaliação do projeto político-pedagógico
das escolas, acompanhando e interferindo nas estratégias de ação, contribuem
decisivamente para a criação de um novo cotidiano escolar, no qual a escola e a
comunidade se identificam no enfrentamento não só dos desafios escolares
imediatos, mas dos graves problemas sociais vividos na realidade brasileira. A
escola e a comunidade são realidades complexas, cada uma dentro da sua
especificidade. Nesse sentido, o processo de construção do projeto
político-pedagógico não é algo que se realiza com facilidade e rapidez.
O incentivo do poder público e o compromisso dos gestores educacionais
com esse processo são importantes, pois o desenvolvimento e o acompanhamento do
projeto político-pedagógico exigem espaço e tempo para análise, discussão e
reelaboração permanentes, assim como um ambiente institucional favorável, que
assegure condições objetivas para a sua concretização.
CONCLUSÃO
É com a compreensão da natureza essencialmente política dos
processos educacionais e político-educativa dos Conselhos Escolares que estes
devem deliberar, também, sobre a gestão administrativo-financeira das unidades
escolares, visando construir, efetivamente, uma educação de qualidade social. Os
membros efetivos são os representantes de cada segmento. Os suplentes podem
estar presentes em todas as reuniões, mas apenas com direito a voz se o membro
efetivo estiver presente. Recomenda-se que os Conselhos Escolares sejam
constituídos por um número ímpar de integrantes, procurando-se observar as
diretrizes do sistema de ensino e a proporcionalidade entre os segmentos já
citados, ficando os diretores das escolas como “membros natos”, isto é, os
diretores no exercício da função têm a sua participação assegurada no Conselho
Escolar.
A escolha dos membros dos Conselhos Escolares deve-se pautar pela
possibilidade de efetiva participação: o importante é a representatividade, a
disponibilidade e o compromisso; é saber ouvir e dialogar, assumindo a
responsabilidade de acatar e representar as decisões da maioria, sem nunca
desistir de dar opiniões e apresentar as suas propostas, pois os Conselhos
Escolares são, acima de tudo, um espaço de participação e, portanto, de
exercício de liberdade.
Os Conselhos Escolares são constituídos por representantes de
professores, de pessoal técnico-administrativo, de pais, de alunos e o diretor
da escola, os quais, em geral, não receberam preparação prévia adequada. Tem
sido observado, com mais frequência do que se pode imaginar, que esses
representantes, ou não conhecem seu papel, ou não desenvolveram integralmente a
competência para participar e legitimar a vontade de seus pares. Assim,
legitimam a sua própria vontade ou a dos diretores escolares ou ainda das
Secretarias de Educação. Raramente discordam ou questionam determinações
superiores.
Os Conselhos Escolares devem se reunir com
periodicidade: sugerem-se reuniões
mensais, com uma pauta previamente distribuída aos conselheiros, para que
possam, junto a cada segmento escolar e representantes da comunidade local,
informá-los do que será discutido e definir em conjunto o que será levado à
reunião.
Os conselheiros devem convocar novamente os
segmentos que representam para informar a respeito das decisões tomadas. Além
dessas reuniões, recomendam-se também assembleias gerais, que contam com a
participação de todos os segmentos da comunidade escolar. Estas são soberanas nas suas decisões, ou
seja, qualquer deliberação em contrário só terá validade se novamente
apresentada e referendada por outra assembleia geral.
As assembleias gerais podem ser convocadas,
entre outros, para o esclarecimento do papel dos Conselhos Escolares (e eleição
dos seus membros, se for o caso); para divulgar as propostas de trabalho das
escolas e para fazer um balanço das atividades realizadas. Tanto as assembleias
quanto as reuniões do Conselho Escolar devem ser realizadas com a presença da
maioria dos representantes, sendo todas as discussões, votações e decisões
registradas em atas, que serão lidas, aprovadas e assinadas e colocadas à
disposição da comunidade escolar.
Aula 7 - Os direitos das crianças
Em 1959, a Assembeia Geral das Nações Unidas aprovou uma
declaração que expressa os direitos mínimos de todas as crianças do mundo.
1. Direito à igualdade, sem distinção de raça, religião ou nacionalidade.
2 Direito à proteção especial para seu desenvolvimento físico,
mental e social.
3. Direito a um nome e a uma nacionalidade.
4. Direito à alimentação, à moradia e à assistência médica adequadas
para a criança e a mãe.
5. Direito à educação e a cuidados especiais para a criança,
física ou mentalmente deficiente.
6. Direito ao amor e à compreensão por parte dos pais e da sociedade.
7. Direito à educação gratuita e ao lazer.
8. Direito a ser socorrido em primeiro lugar em caso de catástrofe.
9. Direito a ser protegido contra o abandono e a exploração no
trabalho.
10.Direito a crescer dentro de um espírito de solidariedade, compreensão,
amizade e justiça entre os povos.
Possíveis
ações podem ser: instituir um programa permanente de aperfeiçoamento de
recursos humanos:
•
investir na melhoria das condições de trabalho de educadores;
•
acompanhamento, por parte dos supervisores, do cotidiano da escola, com
possíveis intervenções em sala de aula;
•
reunião, por área, com professores, coordenadores e direção, para acompanhar o
trabalho desenvolvido;
•
presença da direção nas reuniões, promovendo a participação de todos os
segmentos envolvidos;
•
avaliar e reavaliar o planejamento dos trabalhos;
•
promover a integração entre a equipe técnica e os professores;
•
melhorar a distribuição, o controle e a qualidade da merenda escolar;
•
programas de recuperação paralela (os alunos fazendo a recuperação durante o
período letivo em curso e não apenas no final do ano).
O
grande desafio dos gestores está na capacidade de perceber quais dos seus
colaboradores possuem condições de transformar as informações disponíveis na
contemporaneidade em conhecimentos indispensáveis para o sucesso do processo
pedagógico. A informação e o conhecimento são instrumentos estratégicos indispensáveis
para o desenvolvimento de atividades que promovam a cidadania. Nessa lógica, é
vital, para o gestor, compreender que o conhecimento tornou-se o principal
ingrediente do que é produzido, comprado e vendido. Enfim, entendemos que o
gestor deste início de século deva, sobretudo, possuir sensibilidade para perceber
quais de seus colaboradores produzem, pois, caso contrário, correrá o risco de
perdê-los e ficar com aqueles que nada produzem. Para avaliar a excelência de
sua gestão, o gestor deve olhar para seus colaboradores, e se nessa ação
perceber que eles estão bem, então ele igualmente estará bem, atuando como um
bom líder. A ação proposta deve contemplar a produção do conhecimento, função
da escola, como um pano de fundo democrático e participativo, papel de um
gestor antenado com a modernidade, respeitando os direitos das crianças que
recebem a educação dada na escola.
Cidadania
A
Constituição de 1988 representa um marco para a sociedade brasileira, pois a
cidadania é definida como um dos princípios básicos da vida, onde o cidadão
possa exercer seu papel na construção da democracia social. As instituições
como as escolas e os atores sociais precisam estar comprometidos com a formação
cidadã.
A
origem da palavra cidadania vem do latim civitas, que quer dizer
“cidade”. A palavra cidadania foi usada na Roma Antiga para indicar a
situação política de uma pessoa e os direitos que ela tinha ou podia exercer.
Na Roma Antiga,
o conjunto de cidadãos que constituíam uma cidade era chamado civitate.
A cidade era a comunidade organizada politicamente. Era considerado cidadão
aquele que estava integrado na vida política da cidade. Naquela época, e
durante muito tempo, a noção de cidadania esteve ligada à ideia de privilégio,
pois os direitos de cidadania eram explicitamente restritos a determinadas
classes e grupos.
A
definição de cidadania foi sofrendo alterações ao longo do tempo, seja pelas
alterações dos modelos econômicos, políticos e sociais ou pelas conquistas,
resultantes das pressões exercidas pelos excluídos dos direitos e garantias a
poucos preservados, num rico processo histórico.
Para
Demo (2002), o que se espera da cidadania moderna é um cidadão sempre alerta e
bem informado, crítico, criativo, capaz de avaliar suas condições sociais,
econômicas, dimensionar sua participação histórica, reconstruir suas práticas e
participar decisivamente da sociedade e da economia.
Os
direitos que temos não nos foram conferidos, mas conquistados. Muitas vezes
compreendemos os direitos como uma concessão, um favor de quem está por cima
para os que estão por baixo. Contudo, a cidadania não nos é dada, ela é
construída e conquistada a partir da nossa capacidade de organização,
participação e intervenção social.
O Código de Defesa do Consumidor está regulamentado pela Lei
nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, que dispõe sobre a proteção do consumidor
e dá outras providências.
Construir
cidadania é também construir novas relações e consciências. A cidadania é algo
que não se aprende com os livros, mas com a convivência, na vida social e
pública. É no convívio do dia a dia que exercitamos a nossa cidadania, por meio
das relações que estabelecemos com os outros, com a coisa pública e o próprio
meio ambiente. A cidadania deve ser perpassada por ecologia, a ética.
Como
seres inacabados que somos, sempre estaremos buscando, descobrindo, criando e
tomando consciência mais ampla dos direitos. Nunca poderemos chegar e entregar
a tarefa pronta, pois novos desafios na vida social surgirão, demandando novas
conquistas e, portanto, mais cidadania.
A
formação cidadã deveria ser uma das preocupações primordiais da escola. Gadotti
(2001) define cidadania como a consciência de direitos e deveres da democracia
e defende uma escola pública cada vez mais comprometida com a construção de uma
sociedade mais justa e igualitária. Para isso, ela deve propiciar um ensino de
qualidade, buscando a formação de cidadãos livres, conscientes, democráticos e
participativos.
Participar requer escuta e valorizar o saber
do outro. Requer que nos libertemos das concepções de “aluno ideal”, “professor
ideal”, “família ideal” e “escola ideal”, para tomarmos consciência das
dimensões humanas e sociais de cada um desses papéis. A defasagem entre as
expectativas e a realidade muitas vezes nos faz reforçar preconceitos e tomar
decisões que são movidas por uma falta de entendimento dos processos complexos
que acontecem no espaço escolar.
É
inegável a influência que a família exerce na vida do futuro adulto, mas seu
poder não é irrestrito; o ambiente familiar é formador, porém não é
irreversível. Sabemos que o desenvolvimento da criança, assim como a formação
de suas características de personalidade, não é devido exclusivamente à
experiência vivida no ambiente familiar, mas às relações estabelecidas por ela
com os diferentes ambientes em que interage, como por exemplo, a escola, os
amigos, a sociedade em geral.
Assim,
a questão sobre a participação dos pais na escola é um tema recorrente, que
aparece nos discursos docentes em geral com queixas sobre a falta de
envolvimento dos pais nas atividades e na vida escolar dos filhos. Por outro
lado, os pais esperam ser chamados à escola, em geral em situações pouco
favoráveis ao filho. Em consequência, a relação entre professores e pais é
assimétrica, e envolve poder e falta de comunicação, na qual muitas vezes o que
poderia ser uma parceria se torna uma competição.
Uma
relação autoritária cultiva uma educação para a docilidade, desenvolvendo nos
alunos uma dependência quase infantil. Pode-se afirmar que o tema transversal
que está no trabalho pedagógico é o da submissão: educa-se para a obediência.
Esse exercício constante da autoridade do professor sobre os alunos é uma forma
de fazer com que eles se recordem sempre que não podem decidir por si mesmos,
que estão sob tutela, pois não se pode depositar confiança neles. Esse tipo de
escola é a escola da passividade, onde apenas professor tem voz. Os educadores
esperam obter com a disciplina um tipo de comportamento estereotipado e
uniforme. Assim, visando o controle, ocorrem as filas, a cabeça atrás de
cabeça, o tempo limitado para cada atividade, os conteúdos estagnados e as
provas homogêneas. E a vida em grupo fica do lado de fora da escola, pois o
enfoque principal é no trabalho individual.
No
processo de construção do conhecimento, os alunos precisam participar de
maneira ativa, sendo que as movimentações na sala, as interações ou “conversas”
entre as crianças, a resolução de problemas, a tomada de decisões, não podem
ser confundidas com indisciplina. É imprescindível que o aluno experimente o
obstáculo, a dificuldade, a atividade proposta deve envolver os alunos, desafiá-los.
Assim, o educador, ao elaborar atividades, deve se preocupar em propor
situações em que o aluno queira resolver, que ele tenha necessidade ou
interesse em solucioná-la, que envolva a compreensão e a invenção. Se
anteriormente disciplina lembrava a obediência, o silêncio, a resignação, com
as relações orientadas dessa forma, espera-se que apareça outro significado que
considera muito mais interessante para o conceito de disciplina, que seria:
aquela que denota tenacidade, perseverança, força afirmativa, obstinação,
vontade de saber e de transpor os obstáculos, movimento. O trabalho em classe
implica participação, desenvolvimento e criatividade, pois considera que este
é, naturalmente, o segredo de toda boa pedagogia.
Resumo
Reunimos
um conjunto de reflexões sobre a relevância da participação em sua relação com
os processos de construção da cidadania. A escola estabelece uma relação
assimétrica com os pais, gerando uma distância social que impede muitas vezes a
aproximação e reforça a falta de vínculo entre as duas partes. A escola precisa
repensar as relações e a formação de seu aluno, ajudando-o a tomar o rumo para
a realização pessoal e profissional, resgatando espaços de inserção na vida
social. Esta é feita por meio da escola baseada na democracia, assumindo a
implantação de uma gestão mais participativa, pressupondo que alunos,
professores e pais tenham a capacidade de participar efetivamente do processo
de formulação de ações pertinentes a sua resolução.
Promover
espaços participativos é educar para a vida. Somente assim, será possível o
respeito e a valorização das diferenças presentes em nosso território
brasileiro. Se isso não acontecer, alguém será excluído, e esse alguém com
certeza será o mais fraco. Isso é um desafio e um compromisso da escola para a
formação de uma sociedade democrática, justa, igualitária e solidária.
Aula
8 - A gestão pedagógica estabelece objetivos gerais e
específicos para os processos de ensino, define linhas de ação pedagógica em
função dos objetivos traçados em conjunto e das características dos alunos e da
comunidade que a escola atende, propondo metas e objetivos a serem atingidos;
acompanha e avalia o rendimento, o sucesso dos objetivos alcançados e das metas
cumpridas.
Ao desempenhar suas
funções, avalia o processo de funcionamento pedagógico da escola como um todo.
O que pretende fazer explicitado no Projeto Político-Pedagógico e regulado pelo
Regimento Escolar.
O (A) Diretor (a) é quem
articula a gestão pedagógica, sendo um dos principais responsáveis por seu
sucesso, auxiliado (a) na tarefa pela coordenação pedagógica da instituição
escolar.
A gestão de recursos humanos é tão importante quanto a
gestão pedagógica; é uma parte sensível da gestão, já que envolve pessoas –
alunos, equipe escolar, comunidade. Direitos, deveres, atribuições – de
professores, do corpo técnico, do pessoal administrativo, dos alunos, dos pais
e das comunidades – devem estar previstos no Regimento Escolar.
A gestão administrativa cuida dos aspectos físicos e
materiais da escola, como o prédio em que ela funciona, os equipamentos de que
dispõe, as questões que envolvem legislação, os procedimentos junto às
secretarias e demais órgãos reguladores do funcionamento da escola. Suas
atividades e atribuições também devem estar previstas no Projeto
Político-Pedagógico da escola e no Regimento Escolar. Quando o Regimento
Escolar é elaborado de modo equilibrado, não tolhendo demais a autonomia das
pessoas envolvidas com o trabalho escolar, nem deixando lacunas e sujeitas a
interpretações ambíguas, a gestão se torna mais simples e mais justa.
A organização que prevê
essas atribuições para a gestão não pode separá-las, devem estar sempre
caminhando em conjunto, pois o sucesso da instituição escolar depende em grande
parte das articulações e da integração entre esses aspectos, de forma a buscar
a organicidade do processo educativo.
A escola inclusiva parte do
princípio de que todos os alunos podem conviver, aprender e participar da
comunidade escolar e social. As diferenças são respeitadas, e a diversidade é
uma característica natural, que fortalece as relações e enriquece as
experiências pedagógicas. Todos são responsáveis por um processo no qual a
inclusão seja valorizada e o respeito às diferenças seja uma das
características fundamentais dos trabalhos desenvolvidos na escola.
Nesse contexto, a gestão
compartilhada ganha espaço; uma gestão, como
defende Lück (2000), que
valorize os diferentes talentos e as responsabilidades individuais, convergindo
para a responsabilidade coletiva.
Algumas características dos
professores favorecem o trabalho pedagógico, a interação professor-aluno e a
gestão para propiciar inclusão:
• criatividade ao utilizar
estratégias e materiais;
• habilidade para organizar
a sala de aula, o currículo e as metodologias de ensino;
• energia, prazer e
entusiasmo pelo processo de aprendizagem e de desenvolvimento de seus alunos;
•conhecimento de diferentes
estratégias de ensino e das características de aprendizagem de todos os alunos;
• flexibilidade para
modificar estruturas, contextos e rotinas;
• disposição para estudos
complementares e formação continuada
• energia, prazer e
entusiasmo pelo processo de aprendizagem e de
desenvolvimento de seus
alunos;
•conhecimento de diferentes
estratégias de ensino e das características de aprendizagem de todos os alunos;
• flexibilidade para modificar
estruturas, contextos e rotinas;
• disposição para estudos
complementares e formação continuada.
O século XX caracterizou-se
pela formulação de instrumentos legais que garantissem os direitos fundamentais
da pessoa, em vários aspectos e níveis, especificamente no que se refere aos
alunos com necessidades educacionais especiais inseridos nas classes comuns do
sistema educacional.
A legislação vigente no
século XXI representa, sem dúvida, uma evolução nas políticas voltadas para a
inclusão. Pensar no aluno como a origem de um problema, exigindo-se dele que se
adeque à escola, é uma leitura inconcebível nos dias atuais. A escola hoje deve
ser um ambiente acolhedor e prazeroso, que proporcione a todos os alunos não só
o acesso, mas também sua permanência, com sucesso e qualidade.
Embora a realidade esteja
ainda muito aquém do desejável, o fundamental é tornar efetivas as políticas
existentes, para que mecanismos legais possam concretizar o direito de toda
criança aprendendo na escola. É preciso romper com a ideologia da exclusão,
implantando a verdadeira inclusão, na qual todos possam conviver e participar
juntos.
A educação tem, hoje, o
grande desafio de rever suas ações frente a uma gestão que precisa pensar o seu
aluno como um todo, respeitando as suas necessidades e peculiaridades,
construindo coletivamente e criando condições para que seja possível atender às
diversidades dentro da escola.
Aula 9 - Ao longo da
sua evolução, os conhecimentos sobre Gestão permitiram criar suporte conceitual
para desenvolver métodos, técnicas e ferramentas adequadas para, em cada
contexto econômico e social, reforçar a viabilidade e a sustentabilidade das
instituições, da escola inclusiva, posicionando-as melhor para a realização dos
seus objetivos.
Nas instituições e
organizações, o conhecimento ocorre através de três vertentes, a saber: a humana, que considera as capacidades e
competências dos que compõem a instituição, a estrutural, que considera o conjunto e a infraestrutura de
funcionamento, e a relacional, que
trata das relações internas e externas na instituição, sua capacidade de se
oxigenar nos dois âmbitos.
Quando falamos de gestão
relacional, nos referimos ao que se convencionou chamar de empoderamento (do
inglês empowerment), que significa que quem está no lugar de gestor tem
algum poder que emana de dentro para fora, não é outorgado por alguém de fora,
do sistema. Um gestor nessa perspective tem a capacidade de flexibilizar, de
estabelecer parcerias, de passar de uma condição de dependência para uma
condição de liderança participativa e estratégica, tecendo as bases da teia
relacional. Percebemos os movimentos de mudanças nas instituições educacionais
através das ações concretas e participativas que os gestores utilizam, que
trazem resultados concretos e observáveis, por exemplo, na forma como acontecem
as práticas pedagógicas e nas formas como os participantes do processo
educativo se relacionam.
A
teoria da gestão relacional tem como norte o princípio de que o sucesso da
gestão se efetiva através do aprimoramento da relação intra e interpessoal,
pois só através da conquista se consegue o envolvimento dos atores da
comunidade educativa no processo de tomada de decisões e aprimoramento do
trabalho pretendido. A prática da gestão relacional toma como norte a
participação, a estratégia, a qualidade da gestão educacional e evidencia que,
através do planejamento participativo e estratégico, pode-se traçar os
objetivos, metas e ações a serem alcançados a curto, médio e longo prazo, tendo
como foco a qualidade, a excelência da prática educacional do nosso tempo.
A gestão relacional na
educação possui uma metodologia numa perspectiva dialética, pautada na
percepção das contradições e dos determinantes sociais, o que favorece a
comunidade educativa à reflexão, à reelaboração e à construção do conhecimento,
da observação, da escuta, da pesquisa e da criatividade com base metodológica
de efetivação da práxis.
Desta feita, demanda a consciência do inacabado, o bom-senso, com
a convicção de que mudar é possível, com a tomada consciente de decisões,
sabendo escutar e dialogar, reconhecendo que a educação é ideológica,
dialógica, dialética, que defende os direitos humanos, o agir participativo e
respeitoso e a autonomia da comunidade educativa. No estudo da gestão educacional, é importante que nos
confrontemos com a questão da aprendizagem não apenas instrumental mas que
tenha um teor político, para que se torne possível o compromisso com a aprendizagem
dos alunos. Ao mesmo tempo, professores mais bem preparados e capazes de
elaborar projeto próprio conseguem questionar, de modo mais condizente,
procedimentos considerados inadequados, que venham de fora (avaliações
autoritárias, livros didáticos impostos, programas duvidosos de teleducação
etc.) ou que venham de dentro (apenas autoavaliação, corporativismo defensivo,
reprovação/evasão).
Demo (2000) enfatiza que o
professor não pode declinar de seu papel central na elaboração do projeto
pedagógico coletivo, assim como a comunidade não pode deixar de insistir no
controle democrático.
Gandim (2000), ao trazer a
noção de planejamento participativo, traz também uma visão própria de
participação, que nasce a partir de uma visão institucional, que acredita em
uma sociedade organizada de forma justa, que supere as extremas desigualdades
sociais e que se caracterize pela participação em diferentes níveis. Nesse
contexto, participação não é simplesmente aquela presença, aquele compromisso
de fazer alguma coisa, aquela colaboração, aquele “vestir a camisa”, nem mesmo
a possibilidade de decidir alguns pontos esparsos e de menor importância;
participação é aquela possibilidade de todos usufruírem dos bens, os naturais e
os produzidos pela ação humana.
Segundo Paro (1997, p.17): A
participação da comunidade na escola, como todo processo democrático, é um
caminho que se faz ao caminhar, o que não elimina necessidade de se refletir
previamente a respeito dos obstáculos e potencialidades que a realidade apresenta
para a ação.
Freire (1997) nos fala de
construirmos a AUTONOMIA de forma que possamos participar de forma
consciente nas diferentes instâncias de nossa vida; diz ele que a UTOPIA
está vinculada à conscientização, pois quanto mais conscientizados estivermos,
mais capazes seremos de nos colocarmos como anunciadores, já que a denúncia é
um anúncio e toda crítica consciente está imbuída de utopias. Sem a utopia, não
existiriam perspectivas, nem horizontes profundos; sem a ação, a utopia se
desfaria em abstrações e em sonho delirante. Freire (1997) refere que a
denúncia e o anúncio criticamente feitos no processo de leitura do mundo que dão
origem ao sonho por que lutamos.
Para que a escola possa se preparar para enfrentar as
mudanças, é necessário que o seu planejamento estratégico esteja orientado para
dar conta dessa perspectiva de flexibilidade de objetivos e de clareza de sua
missão institucional e da busca por autonomia de todos os seus integrantes. E
quem é o principal responsável para que as ações sejam implementadas, por
incutir no planejamento a perspectiva de mudança?
O gestor, transformado de
um administrador para um agente de aprimoramento e construção no meio em que
atua. Ele deve saber conduzir os participantes da equipe escolar para que
construam e cumpram regulamentos, em busca da consciência de que nos fala
Freire (1997), libertos da mera exigência externa, já que o que temos que fazer
passa a fazer parte de nosso eu interior. Falamos, então, de um processo de GESTÃO
RELACIONAL em educação.
A gestão relacional apresenta
potencialidades técnicas que pode ser recomendadas no sentido de melhorar
nossas instituições educativas. Deve ser vista no conjunto das estratégias e
racionalidades plurais que os atores escolares (pessoas ou grupos) mobilizam,
negociando comportamentos e resistindo a imposições; deve ainda levar em conta
o contexto das escolas, em uma visão integradora e ter uma perspectiva política
do fazer educativo. Ter ainda, clareza de que não há homogeneidade cultural e
que a flexibilidade e a participação são características que devem ser
consideradas sempre. Por fim, enfatizar deveres e respeitar hierarquias e
direitos pode ser uma nova e renovada forma de gerir a instituição escolar.
A creditamos que a pessoa se desenvolve de forma global, em todos os
seus aspectos. No entanto ainda encontramos professores que se preocupam apenas
com os aspectos cognitivos. Pessoas são múltiplas!
Gardner (1995), baseado na
Neuropsicologia, considera a mente humana como um conjunto de capacidades
necessárias para resolver problemas ou elaborar produtos valiosos em um
contexto cultural ou em uma comunidade determinada. As pessoas, segundo sua
carga genetica e as exigências do ambiente, desenvolvem determinadas
capacidades, podendo deixar de desenvolver outras.
Gardner utilizou o termo
múltiplo para enfatizar um número desconhecido de capacidades humanas
diferenciadas. Desenvolveu a Teoria das Inteligências Múltiplas, como uma visão
alternativa, pluralista da mente, reconhecendo que as pessoas têm diferentes
potenciais cognitivos, pois a cognição possui facetas distintas, tendo assim
uma visão multifacetada da inteligência, o que chamou de “inteligências”, como
lógico-matemática, linguística, musical, espacial, corporal-cinestésica,
interpessoal e intrapessoal.
Para nós, as duas últimas estão mais de
acordo com o tema da aula: a inteligência interpessoal é aquela que permite que
a pessoa se relacione bem com as outras, distinguindo sentimentos (intenções,
motivações, estados de ânimo) pertencentes ao outro, buscando reagir em função
destes sentimentos. Esta capacidade permite a descentralização do sujeito para
interagir com o outro. Mostra a capacidade de uma pessoa para entender as
intenções, as motivações e os desejos alheios e, em consequência, sua
capacidade para trabalhar eficazmente com outras pessoas. E a inteligência intrapessoal fala da capacidade que uma pessoa
tem de se conhecer, de controlar suas emoções, de administrar seus projetos e
seus sentimentos. Esta inteligência permite que o indivíduo conheça suas
capacidades e possa usá-las da melhor forma possível.
Vale ressaltar as duas grandes agências de socialização: a família
e
a escola. Nestes contextos a
aprendizagem de diversas emoções é processada, desenvolvendo-se a inteligência
intrapessoal e interpessoal, através das relações verticais (com adultos – pais
e professores) e horizontais (com crianças e adolescentes – colegas, amigos e
irmãos).
Faz-se necessário criar
espaços para discutir coletivamente temas que possam contribuir para o
desenvolvimento intra e interpessoal dos envolvidos. Por meio desse espaço,
buscava-se promover:
a) a oportunidade para
aprender a receber e dar feedback;
b) uma atmosfera de confiança
e aceitação;
c) a análise dos modelos de
comportamentos;
d) a aplicação dos
conteúdos para a vida do sujeito, dentro e fora do trabalho. Para isto é
essencial realizar encontros e trabalhar o autoconhecimento, o relacionamento
interpessoal, a educação continuada e a qualificação profissional, a saúde e o
trabalho, o tempo livre e a aposentadoria.
Na proposta de gestão que apresentamos,
a tomada de decisões é fundamental, caso contrário o gestor não consegue ocupar
um espaço de quem resolve os problemas pelas causas e não pelas consequências;
ele coleta as informações, define os problemas a serem enfrentados e busca as
alternativas.
Na concepção de
gestão relacional, diretores são gestores de métodos, isto é, agentes de
contínua transformação, desenhando processos de uma cultura que aumente a
capacidade de mudar da organização escolar; enquanto os coordenadores
pedagógicos são gestores de talentos, porque atuam com os docentes, buscando
promover seu desenvolvimento profissional, os orientadores educacionais são
também gestores de talentos, pois estão altamente comprometidos com o
desenvolvimento pessoal dos alunos. E os professores são gestores do
conhecimento, precisam favorecer situações de aprendizagem significativa aos
alunos, variando-as conforme as diferenças de cada um e de acordo com as
especificidades da área de conhecimento em que atuam. Desta forma, é na gestão
relacional que se evidencia o investimento institucional na relação intra e
interpessoal, que se consegue o envolvimento da comunidade educativa na
construção de uma educação mais justa, mais ética e consequentemente mais
cidadã.
CONCLUSÃO
Vale a pena ressaltar que a
gestão estratégica não pode omitir as questões éticas, isto é, na avaliação da
gestão devem entrar critérios que tenham a ver com definições de cidadania, de
equidade, de interesse geral. Qualquer responsável pela concretização de um
modelo de gestão numa dada instituição educacional, a ser possível, deve
considerar a responsabilidade social dos seus atos no sentido de ir além dos
meros interesses da instituição e almejar objetivos e atividades civicamente
críticas e socialmente empenhadas, como por exemplo, a construção coletiva do
planejamento estratégico e do Projeto Político Pedagógico da escola.
9
A construção da gestão relacional só se
torna possível perpassando pelo planejamento participativo, onde haja a
construção coletivada proposta pedagógica para traçar os objetivos, metas e
ações para serem alcançados a curto, médio e a longo prazo, abrindo os caminhos
para uma educação de qualidade. Faz-se necessário favorecer a relação
interpessoal, o trabalho em equipe, incentivar as iniciativas dos professores e
dos alunos que venham a construir situações de construção de conhecimento e de
desenvolvimento de cidadania.
Conclui-se que o desenvolvimento da
instituição educacional só se efetiva com o envolvimento emocional de todos os
que fazem a empresa e que a gestão relacional na Educação demanda a consciência
do inacabado, o bom senso, a convicção de que mudar é possível, a tomada
consciente de decisões, saber escutar e dialogar, reconhecer que a educação é
ideológica, dialógica, dialética, que defende os direitos humanos, o agir
participativo e respeitoso e a autonomia da comunidade educativa.
Resumo
A pesquisa científica
favorece a compreensão da dinâmica dos processos de gestão educacional, pois a
partir dos dados coletados e analisados, o gestor com a sua equipe traçará
metas e ações para serem atingidas a curto, médio e a longo prazo para reverter
as dificuldades e aprimorar os avanços obtidos. A teoria da gestão relacional
defende que é através da relação intrapessoal e interpessoal que se pode por
meio da conquista envolver todos os que fazem a comunidade educativa na
construção de uma gestão participativa, democrática e emocionalmente envolvida. Desta forma, a gestão relacional permite
encontrar soluções para vencer as dificuldades que permeiam a instituição
educacional.
Aula 10 - Chiavenato (1999)
compara a cultura organizacional a um iceberg em que apenas um
percentual muito pequeno é visível sobre a superfície das águas, sua maior
parte permanece oculta, fora da visão das pessoas. No entanto, está ali
sustentando, direcionando, com uma vitalidade imensa.
Uma gestão integradora não deve apenas compartilhar as visões dos
vários segmentos, mas também deve promover a divisão de responsabilidades e
supervisionar formal e informalmente as ações, enriquecendo os processos de
busca coletiva por soluções de problemas que ocorrem nas escolas e em seu
entorno, buscando sempre melhores relações com a comunidade que utiliza os
serviços que a escola oferece e com os sistemas reguladores dos processos, como
as secretarias municipais, estaduais, e ainda, com os órgãos federais, em nível
de conhecer e divulgar as políticas que deles emanam.
Não existem somente relações sociais, há pessoas concretas, homens
e mulheres. Como humanos as pessoas são seres falantes que devem se comunicar e
assim vão construindo o mundo com suas relações. Deste modo, o ser humano é na
essência, alguém de relações ilimitadas.
A gestão escolar
integradora significa uma nova forma de administrar a escola, permitindo que
haja, por parte dos envolvidos relacionados à estrutura escolar, uma posição
mais ativa em relação às políticas e práticas que orientarão as atividades da
instituição de ensino em determinado período, falando e se comunicando sobre o
que acontece e o
que deve acontecer.
Gestão é a geração de um
novo modo de administrar uma realidade e é, em si mesma, democrática, já que se
traduz pela comunicação, pelo envolvimento coletivo. Representa um avanço
democrático significativo, sendo uma demonstração efetiva da necessidade que as
instituições públicas têm de estabelecer uma nova forma de relação entre todos.
Para o desenvolvimento de
um trabalho coletivo e participativo, é preciso estimular a interação entre os
envolvidos para que possam trocar ideias, dividir tarefas e enfrentar as dificuldades,
superando as divergências que acabam dividindo o grupo. O cultivo das
diversidades de opiniões enriquece e amplia a visão particular do que se
pretende realizar ou efetivar. Esse relacionamento permite o questionamento de certezas,
o articular de ações, a participação mais ativa de todos nos processos
desenvolvidos no ambiente, o que proporciona a diminuição de resistências às
formas de pensar, favorecendo a mudança. Sem o trabalho coletivo, dificilmente
consegue-se alcançar os resultados propostos, pois é a integração do grupo que
permite uma intervenção para que se definam os objetivos a serem realizados e
que cada um assuma, dentro da sua função, a responsabilidade de pertencer ao
grupo.
Espera-se do gestor que,
antes de tudo, seja um educador, utilize as orientações do sistema para
fortalecer a função educativa da escola e consiga atuar com toda competência
administrativa, para fazer fluir a ação pedagógica, lembrando sempre da questão
ética.
De acordo com Souza e
Rodrigues (2001), ética é um conjunto de princípios e valores que guiam e
orientam as relações humanas. Esses princípios devem ter características
universais e precisam ser válidos para todas as pessoas e para sempre, isto é,
em qualquer lugar.
Segundo Freire (2002), só é
possível falar em ética se há escolha que advém da capacidade de amparar, se há
responsabilidade assumida.
Na gestão integradora, em
relação à comunidade escolar, é do gestor que se espera a articulação de todas
as ações da escola. Se o gestor for comprometido com o trabalho e acreditar no
projeto da escola, este terá mais chances de ser elaborado, consolidado e
implementado. O gestor deve estar consciente de que nem todos os problemas terão
solução. A escola busca resolver suas necessidades quando o mesmo delega
tarefas a todos os profissionais da escola e até aos colaboradores externos.
Ele é dirigente quando organiza o todo em partes, fazendo grande articulação na
escola, com o envolvimento de todos mantendo clima favorável, avalia
resultados, cuidando para que os acertos sejam valorizados, os erros corrigidos
e superados.
CONCLUSÃO
Coordenar um grupo requer
persistência, honestidade e predisposição para desenvolver a forma da virtude
do amor pela escola, daeficiência concreta de deveres e na satisfação da
qualidade escolar. Vale a pena, pois um grupo coeso é capaz de mobilizar forças
de tal forma que o todo constitua um bem beneficiando a todos.
A participação direta da
comunidade é o reconhecimento de sua importância, visto que ela fornece informações
que serão a base do trabalho dirigido pela escola, pois na educação cidadã, a
reflexão sobre o grupo social em que o aluno se encontra é um requisito
relevante e que deve ser observado. A escola só terá maior sucesso se a ação
for coletiva, e isto dependerá dos gestores que a dirigem, os quais precisam transformar
sua maneira de ser, agir e construir.
A gestão integradora representa uma atividade coletiva
imbricada na participação e em metas comuns. Contudo, considera essenciais as
capacidades e responsabilidades individuais guiadas por uma ação coordenada e
controlada. Sua ação deve contemplar essa visão individual e coletiva. Seus
professores e funcionários não necessariamente devem concordar integralmente
com você, mas devem ser capazes de entender sua proposta, assim como também
famílias e alunos.
RESUMO
A questão da necessidade de
melhora na qualidade da Educação já se constitui como um problema e um desafio
a longo prazo. Entretanto, para se atingir esse objetivo é preciso uma revisão
não apenas nas práticas docentes, mas, também nas concepções que orientam essas
ações. A gestão escolar constitui-se em
uma atuação que objetiva promover a organização, a mobilização e a articulação
de todas as condições materiais e humanas dos estabelecimentos de ensino.
A gestão integradora visa
construir uma escola de boa qualidade, prestando atendimento aos alunos e à
comunidade, aproveitando melhor seus recursos existentes, oportunizando a
ampliação e aplicação do conhecimento.
A escola democrática sera aquela
que conseguir interagir com as condições de vida e com as aspirações dos que
buscam ensino de qualidade e promoção pessoal e social. Como vivemos em uma
época na qual o conhecimento é uma das molas mestras, temos que ter em mente
que o papel de um gestor escolar, nesse contexto, se torna de extrema
relevância para facilitar as necessárias adaptações curriculares e das pessoas
a essa nova visão de sociedade. Esse gestor tem que estar preparado para
gerenciar conflitos, negociações e tomadas de decisões, antenado com o mundo
complexo moderno, devendo ser capaz de se adaptar à realidade de cada escola e
às mudanças ocorridas no mundo e nas pessoas.
É preciso agir
estrategicamente, pois o desgaste desnecessário de energia pode levar ao
fracasso na gestão de conflitos e negociação, e a falhas nas tomadas de decisões.
É preciso ter comando firme, ser um líder convincente e, sobretudo, ser
exemplo. Deve procurar motivar-se e criar motivos para a motivação dos outros,
comunicar-se eficazmente, saber ouvir, perguntar e aprender sempre. O gestor
que trabalha eficazmente com o gerenciamento de conflitos adquire competências
em negociação e nas tomadas de decisões.
Texto
complementar
O Planejamento Participativo
é, de fato, uma tendência (uma escola) dentro do campo de propostas de
ferramentas para intervir na realidade. Ele se alinha ao lado de outras correntes,
como o Planejamento Estratégico, o Gerenciamento da Qualidade Total1... Como tal,
ele tem uma filosofia própria e desenvolveu conceitos, modelos, técnicas e
instrumentos também específicos.
a) Ele foi
desenvolvido para instituições, grupos e movimentos que não têm como primeira
tarefa ou missão aumentar o lucro, competir e sobreviver, mas contribuir para a
construção da realidade social. Tais entidades, incluindo aqui governos e seus diversos
órgãos, não dispunham de ferramenta adequada para organizar seus processos de
intervenção na realidade e vão, aos poucos, aproveitando-se do que o
Planejamento Participativo lhes oferece para isto. Na América do Sul têm sido
as escolas as instituições que mais utilizaram esta ferramenta para organizar
seus processos de construção da prática escolar com um sentido de contribuir
para a construção das pessoas e das estruturas sociais. Também redes de ensino
oficial, sobretudo as ligadas aos municípios foram beneficiadas com a aplicação
de conceitos, modelos, técnicas e instrumentos gestados dentro do Planejamento
Participativo.
b) Ele parte
da verificação de que não existe participação real em nossas sociedades, isto
é, de que há pessoas e grupos dentro delas que não podem dispor dos recursos
necessários ao seu mínimo bem-estar. Mais do que isto: parte da clareza de que
isto é conseqüência da organização estrutural injusta destas mesmas sociedades.
c) Propõe-se,
por isto, como ferramenta para que as instituições, grupos e movimentos que para
isto existirem, e, obviamente, para os governos e seus órgãos, porque para isto
existem, possam ter uma ação e um ser direcionados a influir na construção
externa da realidade, ou seja, a serem, eles mesmos, apenas meios para a busca
de fins sociais maiores.
d) Como
conseqüência, constrói um conjunto de conceitos, de modelos, de técnicas e de instrumentos
que permitam utilizar processos científicos e ideológicos e organizar a participação
para intervir na realidade, na direção conjuntamente estabelecida. Se distinguirmos as etapas do que está contido
no esforço de planejamento, devemos pensar que se seguirá uma fase de execução
e, logo, de avaliação, embora seja mais eficiente pensar o planejar como um
processo de três faces, completamente interligadas e concomitantes, embora com
momentos fortes para cada uma delas: avaliação, execução, elaboração.
A
participação é, contudo, hoje, um conceito que serve a três desastres
extremamente graves: a manipulação das pessoas pelas “autoridades”, através de
um simulacro de participação; a utilização de metodologias inadequadas, com o
conseqüente desgaste da idéia; a falta de compreensão abrangente da idéia de
participação.
O
Planejamento Participativo incorpora a visão estratégica e situacional. Por
entender a idéia de MISSÃO de forma mais abrangente e situada no contexto da
globalidade social com a perspectiva não apenas de ajudá-las a sobreviver, mas a
intervir na realidade estrutural da sociedade, oferece às instituições, grupos,
movimentos e organismos governamentais uma ferramenta que incorpora as
conquistas do planejamento na perspectiva situacional e estratégica.
Destes
esforços firmam-se as três tendências (linhas, correntes) que já despontavam,
mas que não tinham estrutura técnica e base científica suficientemente
desenvolvidas:
Gerenciamento
de Qualidade Total, Planejamento Estratégico, Planejamento Participativo.
Cada uma
delas incorpora as três idéias que são fundamentais no planejamento de nosso tempo:
participação, qualidade e missão; estas três idéias crescem e se consolidam de
tal modo que ninguém pode falar em processos técnicos de planejamento sem
incluí-las; mas cada uma das três linhas entende cada uma destas idéias de modo
diferente, coloca-as em hierarquias que não se equivalem e relaciona-as entre
si e com os elementos técnicos de uma maneira bastante distinta.
Com isto a
visão estratégica (naturalmente situada) torna-se imprescindível. Fiéis às suas
origens, as correntes utilizam a idéia para as necessidades às quais querem
atender. Assim, o Planejamento Participativo assume uma visão estratégica que
não está direcionada apenas a “como empresas vencedoras dominam seus concorrentes”,
conforme o subtítulo do livro de Robert (1998). Ela avança para questões mais
amplas e complexas, como a de ver como se contribui para interferir na
realidade social, para transformá-la e para construí-la numa direção
estabelecida em conjunto, num pé de igualdade fundamental, mas com a
contribuição própria de cada um, por todos os que
participam
da instituição, grupo ou movimento ou, mesmo, de uma cidade, de um estado e de
uma nação.
As ferramentas
que gravitam ao redor do Gerenciamento da Qualidade Total assumem com toda a
força a idéia de que a finalidade do planejamento é satisfazer o cliente;
para o Planejamento Estratégico (alguns preferem “Administração
Estratégica”), o propósito último é firmar-se no mercado, melhor,
produzir ambiente de lucro futuro e, portanto, de permanência; o
Planejamento Participativo quer contribuir para a transformação da sociedade
na linha da justiça social, no sentido de que todos participem das
decisões, mas, sobretudo, dos bens materiais e não materiais encontrados na
natureza ou produzidos pelas pessoas humanas.
Para o
Gerenciamento da Qualidade Total, planejar é solucionar os problemas que aparecerem
– os conceitos centrais são os de problema e de satisfação do cliente; o
Planejamento Estratégico quer analisar oportunidades, descobrir pontos
fracos e pontos fortes e compatibilizar tudo conforme os objetivos da empresa –
os conceitos básicos são os de missão, de visão estratégica, de
oportunidade e de ameaça; no Planejamento Participativo, planejar é desenvolver
um processo técnico para contribuir num projeto político – tem como
conceitos distintivos o de marco referencial e o de necessidade.
Nenhum comentário:
Postar um comentário