segunda-feira, 11 de junho de 2012

Resumo - ap1 - Educação Infantil 2



Texto 1 - De acordo com o construtivismo piagetiano, a aprendizagem é construída gradativamente, por etapas, impulsionada por desequilíbrios externos que gera uma busca de estabilização, uma solução para um desafio que resulta da relação entre saberes já construídos.
Teoria Interacionista Construtivista  de Vygotsky, defende o desenvolvimento das funções mentais superiores como o resultado de uma construção histórico-social do homem em função de sua interação com o meio, com o mundo físico e social.
Para explicar e compreender as dimensões da vida humana é necessário as contribuições da Psicologia, da Biologia, da sociologia, da antropologia, da lingüística.
Texto 3 - O conceito de criança foi se delineando nos séculos XVlll e XlX para atender uma necessidade social de compreender e nomear os aspectos próprios expressos num determinado período da vida das crianças.
Popularmente, se diz que crianças ou adultos muito felizes e que distribuem sorrisos fartos se comportam tal qual “pintos no lixo”, associando a felicidade e prazer à situação de exuberância, de sobra de fartura.
O conceito de criança passou a existir somente quando foi possível dissociar a criança da imagem e semelhança do adulto e, consequentemente desatrelá-la dos conhecimentos organizados acerca do mundo adulto.
Texto 4 - Os diferentes núcleos familiares dos quais as crianças fazem parte, hoje são chamados respeitosamente de “arranjos familiares”.
Artigo 7º da Convenção dos direitos da Criança diz que “a criança será registrada logo após o nascimento e terá direito, desde o momento em que nasce, a um nome a uma nacionalidade e, na medida do possível, a conhecer seus pais e a ser cuidada por eles”. No Brasil esse direito está assegurado também pelo ECA.
Lei nº 10.172/2001, que aprovou o Plano Nacional de Educação. O PNE transformou em meta nacional os nove anos de escolaridade, incluindo as crianças a partir dos seis anos de idade. Esta meta passou a ser exigida legalmente em fevereiro de 2006, por meio da Lei nº 11.274/2006.
A Secretaria de Educação Básica contempla em sua primeira etapa, a Educação Infantil, em creches, destinadas as crianças de três meses a três anos e onze meses de idade, e a pré-escola para crianças de quatro e cinco anos.
Criança não é adulto em miniatura e nem esperam vir a ser, por que já são desde o nascimento, pessoas únicas.
Texto 5 - A LDBN em vigor, no Titulo lll, que se refere ao Direito a Educação e ao Dever de Educar, diz:
Art.4º - O dever do Estado com educação escolar pública será efetivado mediante a garantia de:
l – ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não tiveram acesso na idade própria;
ll – progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino médio;
lll – atendimento educacional especializado gratuito aos educandos com necessidades especiais, preferencialmente na rede regular de ensino;
lV – atendimento gratuito em creches e pré-escolas às crianças de zero a cinco anos de idade.
Titulo V, Capítulo ll da LDBN, refere à Educação Básica, define os níveis e modalidades de Educação e Ensino e, no Art. 21, o texto diz que a educação escolar compõe-se de:
 l - educação básica, formada pela educação infantil, ensino fundamental e ensino médio.
ll – educação superior.
Texto complementar 1 - Você tem cultura – Roberto da Matta - Todas as formas culturais ou todas as "subculturas" de uma sociedade são equivalentes e, em geral, aprofundam algum aspecto importante que não pode ser esgotado completamente por outra "subcultura". Quer dizer, existem gêneros de cultura que são equivalentes a diferentes modos de sentir, celebrar, pensar e atuar sobre o mundo e esses gêneros podem estar associados a certos segmentos sociais.  O problema é que sempre que nos aproximamos de alguma forma de comportamento e de pensamento diferente, tendemos a classificar a diferença hierarquicamente, o que é uma forma de excluí-la.
Texto 2 e 3 – Infância e Cultura – Carina Lopes - Entendemos como produção cultural para a criança os filmes, as músicas, os brinquedos, os livros, as revistas, peças de teatro, propagandas, os programas de televisão etc. E essa produção cultural está entranhada da experiência da nossa época. Assim, é importante levarmos em consideração a influência da tecnologia nessa produção cultural para a infância.
Desenvolvimento integral quer dizer que é preciso favorecer para que a criança se desenvolva:
- Afetivamente nas relações com as outras pessoas, familiares, professores e colegas da creche, pré-escola ou escola de Educação Infantil que freqüenta.
 - Cognitivamente, construindo conhecimentos, aumentando seu vocabulário com conversas, histórias ouvidas e contadas, contando casos, relatando situações.
- Socialmente, freqüentando, além da instituição de Educação Infantil, praças, clubes, festas populares, espaços religiosos, tendo acesso a casas de cultura, como cinemas, teatros, bibliotecas, centros culturais, brincando com vizinhos, ouvindo músicas variadas.
- Psicologicamente, sendo atendida nas suas necessidades básicas, como higiene, alimentação, sono, mas também sendo ouvida, acariciada e respeitada como sujeito de direitos, sem que se esqueçam de que ela é sujeito de pouca idade, que ainda não pode assumir determinadas responsabilidades, afazeres, cargos.
A criança pensa o mundo a partir das suas interações com a sociedade. Dessa forma, a criança vai aprendendo a respeitar o mundo que a cerca, vai conhecendo seus valores, sua cultura. Os valores sociais são, em última instância, fruto de todas as experiências que a criança vai tendo, aprendizados e significados culturais que a circulam ao longo de sua vida.
Conceitos de cultura:
- “As teias de significados tecidas pelo homem ao longo de sua existência. Tudo o que envolve o homem e que é adquirido e significado por ele ao longo de sua vida a partir da relação com a sociedade”.
- “Um complexo que inclui conhecimentos, crenças, arte, moral, leis, costumes ou qualquer outra capacidade ou hábitos adquiridos pelo homem como membro de uma sociedade”.
- “Um processo social constitutivo, que cria modos de vida distintos e específicos”.
- “Cultura é um sistema de símbolos e significados. Compreende categorias ou unidades e regras sobre relações e modos de comportamento”.
A cultura é tudo que está ao redor do homem, tudo o que ele vê, ouve, compreende ao longo de sua vida, tudo o que ele aprende a conhecer por intermédio da sua relação com outros homens e, em grande parte, aquilo que o constitui.
Vygotsky fala da atividade humana como um ato criador. E a criação se torna possível principalmente porque o homem é um ser de linguagem, e a linguagem é fundamental na constituição da consciência e do próprio homem. Através da linguagem, nos constituímos como seres humanos, participantes da cultura na qual estamos inseridos.
- A cultura de cada grupo social - as tradições culturais, os costumes, os valores dos diferentes grupos, suas trajetórias, suas experiências, seu saber, seus modos de educação, seu acervo de produções e artefatos culturais. Nisto está implicada a pluralidade que se manifesta na dança e na música, na produção de objetos, nos brinquedos e brincadeiras, nas comemorações civis ou religiosas, nos modos de cuidar das crianças, da terra, dos alimentos, das vestimentas, nos acervos, nas construções, etc.
- O acervo cultural da humanidade – a produção cultural que se encontra disponível na literatura, no cinema, na música, na fotografia, na pintura, na escultura, na poesia, na arquitetura, etc.
Pensar a Cultura como espaço de significação e ressignificação de valores, crenças, daquilo que produzimos e daquilo que nos produz, da possibilidade de repensar o lugar da cultura e o lugar de cada um de nós.
É importante conhecermos a variedade cultural para aprendermos a respeitar as diferenças e, do mesmo modo, sermos respeitados.
“O que significa a palavra cultura, quando se fala da função de transmissão cultural da educação? Essencialmente, um patrimônio de conhecimentos e competências, de instituições, de valores e de símbolos, constituído ao longo de gerações e característico de uma comunidade humana particular, definida de modo mais ou menos amplo e mais ou menos exclusivo, sendo obra coletiva e bem coletivo.” (FORQUIN, 1993. p. 12.).
Pouco mais da metade do século XX, a família, a comunidade e a escola eram as principais instâncias que marcavam o processo de educação e construção da subjetividade das crianças, hoje parece que a cultura de mídia – a televisão, as revistas, o rádio, o computador – está tomando o lugar dessas instituições tradicionais, influenciando significativamente a forma das crianças e jovens perceberem, interagirem e intervirem no mundo.
Vimos nesta unidade à importância da cultura para o trabalho da Educação Infantil.
Destacamos algumas questões importantes:
- A criança pensa o mundo a partir das suas interações com a sociedade. Essa sociedade oferece uma série de oportunidades para que ela se desenvolva, conheça, observe, participe. Dessa forma, a criança vai aprendendo a respeito do mundo que a cerca, vai conhecendo seus valores, sua cultura.
- Os valores sociais são em última instância, o armazenamento de todas as coisas que a criança vê, aprende e significa ao longo de sua vida. Coisas que podem ser oferecidas nas creches, pré-escolas e escolas, mas que a criança recebe, também, na família e no seu meio social, antes mesmo de entrar para a instituição de Educação Infantil.
- Pode ser chamado de  cultura aquilo que está ao redor do homem, tudo o que ele viu, ouviu, compreendeu ao longo de sua vida, tudo o que ele aprendeu a conhecer por intermédio da sua relação com outros homens e, em grande parte, aquilo que o constitui. Enfim, tudo o que diz respeito aos seres humanos e suas interações, ou seja, a vida em sociedade.
- No conceito de cultura estão implicados os significados que o homem produz a partir das relações que ele estabelece na sua vida em sociedade. Vygotsky fala da atividade humana como um ato criador. E a criação se torna possível principalmente por ser o homem um ser de linguagem, pois a linguagem é fundamental na constituição da consciência e do próprio homem.
- As crianças, mesmo em diferentes culturas, têm a capacidade de recriar e significar o mundo ao seu redor a partir do seu poder de imaginação e fantasia, pela capacidade de criar um mundo a partir do seu próprio modo de ver a realidade. Por isso, é fundamental ter um olhar para a criança a partir do modo como a ela própria vê e significa o mundo.
- A cultura de um povo é também representada no patrimônio cultural espalhado pelas ruas, pelo bairro, pela cidade e que, muitas vezes, não conhecemos, não damos importância, não sabemos que existe. Resgatar a história desses lugares, prédios, ruas, costumes, tipos, construções é também produzir cultura. E, também, a recuperação da memória coletiva proporciona o resgate da auto estima da própria comunidade.
Texto 4 - A reinvenção da infância: apontamentos sobre a infância na contemporaneidade 1 - Tânia Ramos Fortuna
Em busca da compreensão da infância: Durante o qual se acreditou que as crianças eram reflexo dos adultos, em versão miniatura, mais dissociadas deles. Percebidas, na melhor das hipóteses, como seres incompletos, imperfeitos, seu valor não se definia pelo que eram no presente, mas pelo que viriam a ser.
A criança como categoria social tem um surgimento recente, situado entre os séculos XIII e XVII, e a descoberta e difusão deste fato é devida a Ariès (1978), um pesquisador destacado no estudo sobre a criança e seu passado. Graças a este historiador aprendemos que não existe natureza infantil e, sim, um sentimento de infância que é produto de uma laboriosa construção social, variando conforme o grupo social que o experimenta. A infância é, pois, uma criação da sociedade sujeita a mudar sempre que surgem transformações sociais mais amplas, o que põe em evidência a importância do mundo social na conformação do sujeito.
No que diz respeito à constituição da subjetividade infantil, os brinquedos são parte importante deste processo, sendo tão afetados pelas mudanças contemporâneas como o são os adultos e as crianças.
As relações entre os adultos e crianças podem ser descritas como uma forma de interação, na qual os pequenos têm cultura própria ou sucessão delas (Heywood, 2004, p. 13). Isto pode ser resumido, de forma poética, nas palavras de Morin: “os outros moram em nós; nós moramos nos outros...” (2002, p. 95).
A sobrevivência humana – o futuro do homem – depende, então, do cuidado que os adultos dedicam às crianças. Com efeito, o futuro do homem está implicado no futuro da infância.
Texto 7 - A brincadeira como experiência de cultura - Ângela Meyer Borba
O brincar abre para a criança múltiplas janelas de interpretação, compreensão e ação sobre a realidade. Ao brincar, a criança não apenas expressa e comunica suas experiências, mas as reelabora, reconhecendo-se como sujeito pertencente a um grupo social e a um contexto cultural, aprendendo sobre si mesma e sobre os homens e suas relações no mundo, e também sobre os significados culturais do meio em que está inserida.
O brincar é, portanto, experiência de cultura, por meio da qual valores, habilidades, conhecimentos e formas de participação social são constituídos e reinventados pela ação coletiva das crianças.
A brincadeira é em si mesma um fenômeno da cultura, uma vez que se configura como um conjunto de práticas, conhecimentos e artefatos construídos e acumulados pelos sujeitos nos contextos históricos e sociais em que se inserem.
Além disso, o brincar é um dos pilares da constituição das culturas da infância, compreendidas como significações e formas de ação social específica que estruturam as relações das crianças entre si, bem como os modos pelos quais interpretam, representam e agem sobre o mundo (BORBA, 2006). Essas duas perspectivas configuram o brincar ao mesmo tempo como produto e prática cultural.
Ao brincar, as crianças vão também se constituindo como agentes de sua experiência social, organizando com autonomia suas ações e interações, elaborando planos e formas de ações conjuntas, criando regras de convivência social e de participação nas brincadeiras.
Muitos processos de desenvolvimento e aprendizagem da criança ocorrem e são provocados nas e pelas atividades de brincadeira.
Para Vygotsky, o brincar é fonte de desenvolvimento e de aprendizagem, constituindo uma atividade que impulsiona o desenvolvimento, pois a criança se comporta de forma mais avançada do que na vida cotidiana, exercendo papéis e desenvolvendo ações que mobilizam novos conhecimentos, habilidades e processos de desenvolvimento e de aprendizagem.
O brincar é compreendido pelo autor como uma atividade construída pela criança nas interações que estabelece com outros sujeitos e com os significados culturais do seu meio. Ou seja, a criança aprende a brincar com a mãe, avó, o pai, avô, os irmãos, primos, educadores, enfim, com crianças e adultos em geral com os quais estabelece interações que assumem a dimensão lúdica da brincadeira.
A variedade e a riqueza de experiências lúdicas é um elemento fundamental para que a criança possa apoderar-se de forma criativa da cultura em que se insere.
Outro aspecto constitutivo do brincar e que tem importância fundamental na formação dos sujeitos é o processo de imaginação (VYGOTSKY, 1987).
O conhecimento do espaço do brincar ajuda-nos também a encorajar as crianças a participar das brincadeiras, inseri-las nos grupos, ajudá-las a construir os conhecimentos necessários a essa participação e a estabelecer relações democráticas entre pares.
Texto 9 – O TRABALHO DE EDUCAÇÃO INFANTIL1 - Léa Tiriba
Como direito de cidadania, é importante destacar que, a partir da Constituição de 1988, a educação infantil passa a ser um direito das crianças e não dos filhos de mães trabalhadoras. Com a nova LDB, a educação infantil é incorporada aos sistemas de ensino e assumida como primeira etapa da educação básica. Assim, não há mais espaço legal para propostas de atendimento que não tenham como referência fundamental os interesses, os desejos, as necessidades das crianças.
Para isto vai ser necessário superar uma concepção de infância em que a criança é sentida e tratada como sujeito passivo, e assumi-la como sujeito ativo, que se estrutura a partir/nas condições sociais objetivas e interfere na realidade produzindo cultura, fazendo história.
O compromisso da escola e de seus educadores é com o presente, é com o seu poder de imaginar, criar, fantasiar, é com o que faz, sente e aprende hoje.
Embora se constitua como direito da criança e obrigação do estado, a educação infantil não é obrigatória. O que a lei afirma é a responsabilidade do poder público no sentido de democratizar o acesso da população às creches e pré-escolas de qualidade e não tem objetivo de promoção, nem mesmo para o acesso ao ensino fundamental (art. 31).
Em seu artigo de número 29, LDB, afirma a educação infantil como complementar a ação da família e da comunidade. Esta definição nos põe frente ao desafio de ampliarmos as relações da escola com o mundo exterior, com a sociedade. Uma via de mão dupla, em que a escola aprende e ensina com a comunidade.
O papel do professor é oferecer o espaço, o tempo e os materiais necessários para que as crianças continuem pesquisando, criando e aprofundando seus conhecimentos a respeito das questões pelas quais já estavam interessadas.
“(...) não cabe definir a priori os projetos ou os temas geradores: é o “movimento” do grupo, resultante de seus interesses e pesquisas sobre a realidade, que indica os caminhos a seguir, integrando as áreas de conhecimento, os conteúdos e as atividades. (...) é a interação entre os membros do grupo e destes com a realidade mais ampla que indica ao professor os temas de trabalho. E não apenas os temas, mas também os conteúdos a serem trabalhados poderão ser indicados pelas atividades espontâneas das crianças”. (SESC, 1998)
A organização do espaço - em especial o dos equipamentos onde as crianças permanecem em horário integral - deve ser orientada também pelo objetivo de educação integral. Assim, sol, água, terra, ar puro são elementos/condições que devem estar sempre presentes, constituindo-se como chão, como pano de fundo ou como matéria prima para a maior parte das atividades cotidianas.
Além disto, instituir - como novos espaços de aprendizagem - cozinhas, hortas, marcenarias e oficinas de costura – locais onde, além de plantar, costurar e confeccionar brinquedos e objetos se aprende também matemática, ciências, língua portuguesa...
É importante ainda acrescentar que uma proposta educativo-pedagógica que se proponha a cumprir a lei, isto é, que abrace integralmente as crianças em suas necessidades, deve assegurar um planejamento de trabalho que humanize os processos de adaptação, considerando-os como permanentes; um planejamento que reconstrua os rituais de alimentação, de sono e de controle de esfíncteres de tal forma que as crianças sejam respeitadas, antes de qualquer coisa, como sujeitos de seu próprio corpo, de seu ritmo biológico. E, finalmente, que reavalie e reconstrua permanentemente as rotinas, as regras sociais que as determinam, e que devem ser coerentes com as necessidades dos usuários.
Texto - RESOLUÇÃO Nº 5, DE 17 DE DEZEMBRO DE 2009 (*)
Fixa as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil
Art. 3º O currículo da Educação Infantil é concebido como um conjunto de práticas que buscam articular as experiências e os saberes das crianças com os conhecimentos que fazem parte do patrimônio cultural, artístico, ambiental, científico e tecnológico, de modo a promover o desenvolvimento integral de crianças de 0 a 5 anos de idade.
Art. 4º As propostas pedagógicas da Educação Infantil deverão considerar que a criança, centro do planejamento curricular, é sujeito histórico e de direitos que, nas interações, relações e práticas cotidianas que vivencia, constrói sua identidade pessoal e coletiva, brinca, imagina, fantasia, deseja, aprende, observa, experimenta, narra, questiona e constrói sentidos sobre a natureza e a sociedade, produzindo cultura.
Art. 5º - § 2° É obrigatória a matrícula na Educação Infantil de crianças que completam 4 ou 5 anos até o dia 31 de março do ano em que ocorrer a matrícula. ???
§ 3º As crianças que completam 6 anos após o dia 31 de março devem ser matriculadas na Educação Infantil.
Texto 13 - AS MANIFESTAÇÕES INFANTIS E AS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS
Daniela Guimarães
Ao mesmo tempo em que é escutada, a criança vai incorporando o desafio de escutar, considerar a presença e a idéia do outro, compreendendo a diversidade como riqueza.
Numa prática dialógica, confirma-se o lugar ativo e interativo da criança, a importância da sua palavra e da sua presença. Ela pode sentir-se autora e protagonista dos projetos cotidianos, junto com o professor e todos os envolvidos.
Diálogo implica em réplica, valorização da diversidade, cotejo de diferentes perspectivas. É nessa dimensão que se coloca o planejamento do professor e a sistematização das rotinas. Ou seja, é importante que o planejamento das práticas possa nascer da observação das manifestações infantis.
Tanto a fala, como o movimento, a brincadeira, a construção, a modelagem são formas de interlocução da criança com o mundo no qual ela está mergulhada, nas quais ela constrói sentidos próprios para a realidade. Ao mesmo tempo em que dela se apropria, a criança pode recriá-la em suas ações, colocando em jogo a faculdade imaginativa.
Então, destaca-se no cenário educacional o lugar das múltiplas linguagens das crianças como expressões de seus afetos, idéias e emoções. Indo além, as práticas precisam abrir-se para o diálogo da criança com o mundo. Movimentar-se, subir, descer, correr, suar, cantar, desenhar, pintar, dançar são experiências mergulhadas no movimento de construção de sentidos possíveis sobre o entorno. É importante abrir e fomentar com a criança essa possibilidade de re-criação da nossa realidade.

2 comentários:

  1. Nós da escola particular zona norte adoramos o blog, parabéns pelo trabalho, bacana, blog completo demais!

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